sexta-feira, 13 de novembro de 2009

No silêncio da imagem existe um grito!


Daniel Beltrá: www.danielbeltra.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Joaquim, fique!!!

Joaquim Barbosa, fique!!!

domingo, 10 de maio de 2009

O capitalismo e a gripe suína

Agradecimentos a M.G. pelo envio da notícia (;
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O capitalismo e a gripe suína
[Mike Davis]
Em 2006, Mike Davis, lançou o livro O Monstro bate à nossa porta (Boitempo) alertando para a ameaça de uma pandemia global de gripe aviária. Agora, ele explica como o agronegócio globalizado criou as condições para um assustador surto de gripe suína no México.
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Multidões de turistas voltaram de Cancun este ano trazendo um souvenir invisível mas sinistro. Trata-se do vírus da gripe suína mexicana, uma mutação genética provavelmente surgida das fezes e lama de chiqueiros industriais e que pode representar uma ameaça à saúde mundial. Focos iniciais da doença encontrados em toda a América do Norte revelam uma taxa de infecção que já viaja a uma velocidade maior do que a última pandemia oficial, a gripe de Hong Kong, de 1968.
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Roubando a cena de nosso maior assassino oficial – o vigoroso mutante H5N1, conhecido como gripe aviária –, este vírus é uma ameaça de magnitude desconhecida. Certamente, parece muito menos letal do que a SARS (em português, Síndrome Respiratória Aguda Grave) de 2003, mas pode ser mais duradouro do que esta e menos inclinado a voltar a seu esconderijo secreto.
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Dado o seu caráter domesticado, a gripe sazonal mata mais de 1 milhão de pessoas anualmente. Assim, até mesmo um modesto aumento de virulência, especialmente quando combinada com alta incidência, poderia produzir uma matança equivalente à de uma grande guerra.
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Entretanto, uma de suas primeiras vítimas foi a confiança cega de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pandemias podem ser contidas pela rapidez das respostas de burocratas da saúde, independente da qualidade da saúde pública local.
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Desde as primeiras mortes por H5N1 em Hong Kong, em 1997, a OMS, com o apoio da maioria dos serviços nacionais de saúde, tem promovido uma estratégia focada na identificação e isolamento de uma cepa pandêmica dentro do seu raio de ataque local, seguido por um pesado tratamento da população com medicamentos antivirais e (se disponíveis) vacinas.
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Uma multidão de céticos tem corretamente contestado a eficácia dessa abordagem antiviral, salientando que, hoje em dia, micróbios podem voar ao redor do mundo (literalmente, no caso da gripe aviária) mais rápido do que a OMS ou funcionários locais podem reagir ao primeiro surto. Outro ponto vulnerável é a precária, e muitas vezes inexistente, vigilância em relação aos perigos causados pela contaminação entre humanos e animais.
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Porém, a mitologia de que foi uma intervenção pesada e preventiva (além de barata) que resolveu a guerra contra a gripe aviária foi de grande valor para a causa dos países ricos. Assim, Estados Unidos e Grã-Bretanha, por exemplo, preferem investir em suas próprias trincheiras biológicas, em vez de aumentarem a ajuda para o combate a epidemias que se espalham sem levar em conta as fronteiras. Além disso, a indústria farmacêutica tem combatido as iniciativas do Terceiro Mundo no sentido de fabricar em laboratórios públicos versões genéricas mais baratas de antivirais como Tamiflu, da Roche.
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De qualquer modo, a gripe suína revela que a Organização Mundial de Saúde – sem novos investimentos maciços em vigilância, científica e infra-estrutura reguladora, atendimento básico de saúde pública em nível mundial e maior acesso a medicamentos eficientes – pode representar o mesmo tipo de risco que o banco Lehman Brothers e a seguradora AIG.
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Não é que o sistema de alerta contra pandemias tenha falhado. Ele simplesmente não existe, mesmo na América do Norte e na União Européia.
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Talvez não seja surpreendente que o México não tenha tido a capacidade e vontade política para controlar a doença e seus impactos na saúde pública. Mas, a situação não é muito melhor do lado norte de sua fronteira, onde vigilância é feita por um Estado fracassado, sob o império de interesses empresariais que tratam a saúde pública com o mesmo desprezo com que lidam com seus trabalhadores e animais.
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Da mesma forma, uma década de avisos urgentes feitos por cientistas da área não foi capaz de assegurar a transferência da sofisticada tecnologia viral para os países mais ameaçados por uma provável pandemia. O México tem especialistas em patologias mundialmente famosos, mas eles tinham que enviar amostras para um laboratório em Winnipeg (que tem menos de 3% da população da Cidade do México), para identificar a estirpe do genoma da gripe. Quase uma semana foi perdida como conseqüência disso.
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Mas ninguém mostrou-se menos alerta do que os responsáveis pelo controle de patologias em Atlanta, Estados Unidos. Segundo o Washington Post, o centro de controle de doenças local só ficou sabendo sobre o surto 6 dias após o governo mexicano ter começado a impor medidas de emergência em seu território. Na verdade, o jornal afirma que os "funcionários estadunidenses da saúde pública ainda ignoravam o que estava acontecendo no México duas semanas após o surto ter sido reconhecido."
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Não há desculpas aceitáveis. Na verdade, o maior paradoxo desta gripe suína é que, embora tenha acontecido de forma totalmente inesperada, ela foi rigorosamente previsível.
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Seis anos atrás, a revista Science dedicou um grande espaço a um artigo de Bernice Wuethrich que apontava evidências de que "após anos de estabilidade, o vírus norte-americano da gripe suína vem sofrendo uma evolução rápida".
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Desde a sua identificação no início dos anos 1930, a gripe suína H1N1 tinha variado apenas ligeiramente a partir de seu genoma original. Então, em 1998, liberou todos os seus demônios. Uma estirpe altamente patogênica dizimou porcos em uma fábrica-fazenda na Carolina do Norte, e logo, novas versões virulentas começaram a aparecer quase anualmente, incluindo uma variante da cepa H1N1 que continha o gene do H3N2 (tipo de gripe que circula entre os seres humanos).
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Os pesquisadores entrevistaram Wuethrich. Preocupada que um desses híbridos pudessem tornar-se uma gripe humana (acredita-se que as pandemias de 1957 e 1968 tenham se originado a partir da mistura de vírus de aves e de humanos dentro de suínos), ela defendeu a criação de um sistema público de vigilância para a gripe suína. Este alerta, claro, passou despercebido em Washington que preferia jogar fora bilhões no combate a fantasiosas ameaças de bioterrorismo a enfrentar perigos bem mais óbvios.
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Mas o que causou esta aceleração da evolução da gripe suína? Provavelmente a mesma coisa que favoreceu a reprodução da gripe aviária.
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Há muito tempo, os virologistas consideram que o sistema agrícola intensivo do sul da China – uma enorme cadeia produtiva de arroz, peixe, suínos e aves domésticas e selvagens – é o principal motor da mutação aviária: tanto a sazonal "flutuação" como a episódica "mutação". (Mais raramente, pode ocorrer um salto direto a partir de aves para suínos e/ou seres humanos, como aconteceu com H5N1 em 1997.)
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Mas as empresas de industrialização da produção animal têm desafiado monopólio da China em termos de evolução aviária. Como muitas pessoas têm apontado, a criação animal nas últimas décadas tem se transformado em algo que mais parece a indústria petroquímica do que a tradicional fazenda familiar retratada em livros didáticos.
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Em 1965, por exemplo, havia 53 milhões de porcos em mais de 1 milhão de fazendas americanas. Hoje, a criação de 65 milhões de suínos está concentrada em 65 mil instalações - metade com mais de 5 mil animais.
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Essencialmente, houve uma transição entre os velhos chiqueiros para enormes criadouros produzindo vasta quantidade de excrementos, com dezenas e até centenas de milhares de animais com sistemas imunes enfraquecidos, sufocando no calor e no estrume, enquanto trocam doenças entre si a uma velocidade absurda.
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A Smithfield Foods, por exemplo, tem duas filiais nos Estados Unidos que criam anualmente mais de 1 milhão de suínos cada, gerando centenas de substâncias tóxicas em lagoas cheias de merda. Qualquer um que presenciar esse tipo de produção pode compreender intuitivamente o quão profundamente o agronegócio tem mexido com as leis da natureza.
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No ano passado, uma comissão da respeitada organização Pew Research Center publicou um relatório sobre "a exploração industrial da produção animal", que destaca os graves perigos representados pela "contínua ciclagem de vírus”. O documento diz que esse tipo de atividade “em grandes rebanhos [vai] aumentar as chances de geração de novos vírus, que poderiam resultar em sua transmissão mais eficiente de humanos para humanos”.
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A Comissão também advertiu que o uso antibiótico abusivo em criações empresariais de porcos estava provocando o surgimento de todo tipo de infecções resistentes (como a causada por um protozoário que já matou mais de 1 bilhão de peixes nos estuários da Carolina do Norte e provocou doenças em dezenas de pescadores).
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Qualquer melhoria neste novo ambiente patogênico, no entanto, teria que se confrontar com o monstruoso poder dos conglomerados empresariais como a Smithfield Foods (carne de porco e de vaca) e a Tyson (frangos). A comissão da Pew relatou sistemática obstrução de suas investigações pelas empresas, incluindo flagrantes ameaças de bloquear financiamento para os criadores que colaborassem com as investigações.
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Além disso, trata-se de uma indústria altamente globalizada, com grande peso político internacional. A Bangkok Charoen Pokphand, empresa gigante da criação de frangos, impediu investigações sobre o seu papel na propagação da gripe aviária em todo Sudeste Asiático. Do mesmo modo, é provável que as investigações sobre as responsabilidades pelo surto da gripe suína não consigam romper o muro de pedra que protege os interesses da indústria de carne suína.
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Isto não quer dizer que pistas do crime nunca serão encontradas: já há rumores na imprensa mexicana sobre um epicentro da gripe envolvendo uma enorme filial da Smithfield no estado mexicano de Veracruz.
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Mas o mais importante (sobretudo tendo em conta a continuação ameaça do H5N1) é alertar para os perigos em um contexto maior: a estratégia de combate a pandemias da Organização Mundial de Saúde falhou, vivemos um quadro de piora da saúde pública mundial, remédios que salvam vidas estão sob controle da grande indústria farmacêutica e chegamos a uma catastrófica situação mundial causada por uma produção de alimentos industrializada e ecologicamente descontrolada.
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Tradução: Sérgio Domingues
http://www.revolutas.net/index.php?INTEGRA=1112
http://socialistworker.org/2009/04/27/capitalism-and-the-flu

sexta-feira, 24 de abril de 2009

SaLVe AnGeLi!!!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - DIZ O QUE O POVO TEM VONTADO DE DIZER

NOTAS SOBRE UM ESTADO QUE NÃO ACREDITO
O fato ocorreu no dia de ontem 22/04/09. É um primor de vídeo. Não entrarei no mérito da questão, até porque não sei o que significa esta decisão do Gilmar Mendes (engraçadinho eu, não), que acha que é o Supremo e a maior autoridade jurídica deste país. O que dá pra falar é que quando o "babão" bate o martelo pode tapar o nariz que vem merda, pois afinal, contrariando aquilo que vive exortando, a "imparcialidade", a "neutralidade" do seu olhar na hora de decidir, notamos que tudo não passa de um mero discurso chulé em sua boca.
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Basta verificar as suas últimas decisões que vão desde a arrebentar com certos quadros da polícia federal, que ultimamente vem buscando dar uma lição nos corruptores do colarinho branco que engordam o soldo roubando os míseros centavos os quais nos são tolhidos todos os dias sem piedade alguma.
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Ou ainda, o coleguismo exacerbado que por vezes desdobra-se em habeas corpus para um ou outro fraudador banqueiro que dá mesada pra congressista votar licitações a seu favor. Falo de Daniel Dantas e sua "tchurma" e de tudo que o "cruzado" da justiça fez a seu favor, tal como, do recado que deixou para àqueles que vêm pondo à nu a vexatória atitude de tantos magnatas neste país.
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Poxa, quase esqueço de dizer que, neste caso, atropelou literalmente todas as intâncias de justiça deste país, buscou humilhar Fausto de Sanctis, juiz da 6º vara criminal Federal de São Paulo, alegando incompetência e desrespeito a Constituição, quando ele mesmo, o "Babão" estava a fazê-la. Não estou trocando o cú pela bunda aqui, até porque de Sanctis não desrespeitou em nada a Carta.
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Mas, enfim, para o socorro dos coleguinhas engravatados, o "Babão" já deixou o recado: "Não deixo vocês sentirem o frio do xilindró!"; ou “Algemas Nunca Mais!”; ahhhh essa é boa “PF trabalhando só a do boteco da esquina”.
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Sem mais
CARMESIN

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Era só o que faltava: Um economista querendo falar de educação!

Putz... Paulo Renato é ruim demais!!!
fonte: Fonte: http://renatamielli.blogspot.com/
Paulo Renato vai transformar Educação de SP em propaganda
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Paulo Renato Souza – o ex-ministro midiático de FHC – começou ontem, 14/04, sua gestão à frente da Secretaria Estadual de Educação de José Serra. A substituição realizada pelo governador paulista foi impulsionada principalmente por dois fatores: os resultados negativos da política educacional em São Paulo e a discreta atuação da ex-secretária Maria Helena Guimarães Castro, que tem um perfil mais técnico e menos político, conferindo menor visibilidade a uma pasta de grande importância.
por Renata Mielli*
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Economista de formação, Paulo Renato construiu uma sólida carreira no setor financeiro. Foi, em 1988, um dos fundadores do PSDB. Ocupou a cadeira de reitor da Unicamp e, em 1995, foi convidado por Fernando Henrique para ser o Ministro da Educação.
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Educação ou Mercado Educacional
Os oito anos de Paulo Renato como ministro da Educação tiveram como marca publicitária a criação do Provão, mas o seu legado educacional ocultado pela mídia foi o do sucateamento das universidades federais, o sepultamento das escolas técnicas e a adoção de uma política de expansão das instituições privadas que conferiu à educação um caráter mercantil, um negócio a ser explorado por setores econômicos ávidos pelo lucro fácil.
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Sua trajetória como gestor educacional nunca deixou de ter como horizonte o setor econômico. Tanto é que, ao deixar o governo, já tinha assegurada sua nova empreitada: Paulo Renato fundou em maio de 2003 – 5 meses após ter saído do ministério – a PRS CONSULTORES, uma empresa de consultoria especializada na “Indústria do Conhecimento” – a descrição foi encontrada na pagina da PRS na internet. A sociedade foi criada com Renato Souza Neto, executivo da área de funções, aquisições e finanças corporativas do Banco JPMorgan. A função da consultoria – prestar assessoria para as instituições privadas realizando pesquisa de mercado e trançando estratégias para a entrada de instituições estrangeiras no país, fusões, aquisições e expansão de instituições nacionais.
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Rezou na cartilha do Banco Mundial
Logo que assumiu o MEC, Paulo Renato já mostrou que iria seguir integralmente as orientações do Banco Mundial para o Ensino Superior, que nada mais eram do que a tradução das políticas neoliberais para a educação.
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Os passos que os governos dependentes do modelo neoliberal deveriam seguir estavam colocados em dois documentos principais, um de 1994 – Higher Education: the lessons of experience, no qual se apontava a má utilização dos recursos públicos no setor, que gastava excessivamente com despesas consideradas não educacionais como moradias e restaurantes estudantis, bolsas e outras políticas relacionadas com a Assistência Estudantil. A receita do BM era investir nas instituições privadas e instituir a cobrança de mensaliddes nas públicas. O segundo documento, de 1998 – Accomodating the Growing Demand for Higher Education in Brazil – a Role for Federal Universities? (Atender à crescente demanda por educação superior no Brasil – Papel das Universidades Federais?), colocava mais uma vez o foco na redução do papel e da presença das instituições públicas, e fazer forte investimento no ensino privado.
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Paulo Renato aplicou direitinho a cartilha. Até 2007, a média de abertura de cursos superior no Brasil era de 200 por ano. Já, em 1999, foram autorizados 745 e no ano 2000 foram 865. No setor público, o saldo dos oito anos de FHC-Paulo Renato foi de 15 instituições públicas a menos, redução de 24% dos recursos para custeio (pessoal, água, luz, telefone) e 77% dos recursos para investimento em salas de aulas, laboratórios, computadores e acervo bibliográfico (dados da Andifes).
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Paulo Renato acabou com a rubrica no orçamento da União para Assistência Estudantil, tentou instituir a cobrança de mensalidades – mas nisso foi derrotado – transformou o Provão em instrumento de marketing para as instituições privadas atraírem novos ‘clientes’.
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Um amigo da mídia
A mídia adora o Paulo Renato e seu estilo grandeloquente. Sempre há reservado para ele um espaço de opinião nos jornais impressos, portais, revistas, rádio e TV. Além de economista, Paulo Renato é um bom propagandista e isso tem um peso extraordinário em qualquer governo, principalmente quando está em jogo a preparação de uma candidatura presidencial.
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Paulo Renato será peça chave no projeto eleitoral do PSDB, em particular na candidatura de José Serra. Pode ser um nome forte a figurar entre as opções do partido para a disputa paulista – a depender dos acordos firmados para o governo estadual e Senado Federal.
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No seu primeiro dia de gestor paulista, já apareceu dando declarações contra a proposta do Ministro Fernando Haddad para a unificação do vestibular. Fazer o contraponto com as iniciativas do governo federal será uma forma de travar a disputa política e manter o governo paulista na mídia.
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Mas e quem é amigo da escola?
O problema é que a Educação paulista precisa de muito mais do que um amigo da mídia, ele precisa de fato de um amigo da escola – parafraseando o lema da campanha da Rede Globo.
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Contudo, ser amigo da escola paulista não é, nem de longe, envolver família e comunidade nas tarefas escolares, nem tampouco abrir as dependências da escola para atividades no final de semana. Ser amigo da escola, ou melhor, ser amigo da Educação em São Paulo é reverter a lógica de sucateamento que impera há pelo menos 16 anos, período em que o PSDB mantém-se à frente do governo paulista.
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Anos em que foram adotadas uma sucessão de políticas desastrosas que transformaram a escola em qualquer coisa, menos espaço de aprendizagem e produção de conhecimentos. Faltam recursos e investimentos. Faltam professores, falta incentivo e formação continuada para os que estão na ativa, falta um plano de cargos e salários digno e condizente com a função de educador. Faltam escolas, os materiais didáticos são precários, não há bibliotecas, laboratórios, enfim, o que há é uma escola defasada, abandonada e que não desperta interesse no estudante, com conteúdos fossilizados e sem sintonia com o mundo.
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Infelizmente, Paulo Renato não vai mudar esse quadro. Não vai porque não foi posto na Secretaria para isso, não vai porque não comunga da visão de que a educação pública deveria ser o vetor principal do sistema educacional brasileiro, não vai porque essa não é a prioridade do governo estadual.
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Então, o que vai fazer Paulo Renato? Propaganda. Afinal, a propaganda é a alma do negócio.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Apresentações para o pública na Pça de Sé ao ar livre

Cia. de Porto Alegre - Ói Nóis Aqui Traveiz, faz uma apresentação maravilhosa, contagiando todos que estavam passando pela Pça. da Sé e que pararam para ver o espetáculo, aplausos não faltaram.


























terça-feira, 24 de março de 2009

'Stolen for Fashion' Starring Pink and Ricky Gervais

'Stolen for Fashion' Starring Pink and Ricky Gervais

segunda-feira, 16 de março de 2009

RECoRTA e CoLA!

É sempre uma delícia visitar estas ilhas difusoras do pensamento. Vai aí o endereço do sítio logo após as imagens pescadas nas mesmas! (:
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Apocalipse Motorizado
Obscenas
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